histórico
Via Anhanguera (SP 330)

Via Anhanguera, rodovia estadual mais longa do País, com 450 quilômetro de extensão, começou a ser idealizada em meados do século 17, devido ao movimento expansionista rumo ao interior do Estado de São Paulo. No começo do século 18, um caminho regular já ligava a Vila de São Paulo de Piratininga aos sertões do Rio Jundiaí. Com o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, também conhecido como Anhanguera, que partiu de Jundiaí em 1682 em busca de ouro, novos caminhos foram traçados e novas cidades foram surgindo, como Campinas, Mogi-Mirim, Casa Branca, Cajuru e Franca. Vários caminhos foram percorridos até alcançar o atual Estado de Goiás.
Em 1725, foi iniciada a construção da Estrada São Paulo-Goiás. Na época, como as cidades não tinham recursos necessários para a construção e manutenção das estradas, a Assembléia Provincial aprovou, em 24 de março de 1835, a Lei nº 11, que criava a tarifa de pedágio em todas as estradas, para garantir melhoramentos e a sua devida preservação.
No início do século 20, quase 300 anos depois da rota traçada pelo bandeirante Anhanguera, começa a construção da estrada que se tornaria o principal tronco viário do Estado de São Paulo na época. Surge então a Estrada Velha de Campinas. O primeiro trecho, de São Paulo a Campinas, foi entregue ao tráfego em 1º de maio de 1921. No mês seguinte, começou a construção do segundo trecho, Campinas-Ribeirão Preto, que foi inaugurado em junho de 1922. Essa estrada não era pavimentada, e tinha pista única.
Em 1940, o governo do Estado, preocupado com as condições técnicas da estrada, que não oferecia recursos necessários ao desenvolvimento rodoviário rumo ao interior paulista e diante da necessidade da modernização viária no trecho compreendido entre São Paulo e Jundiaí, determinou a construção da chamada Via Anhanguera, que não fugiria do traçado anteriormente trilhado por Bartolomeu Bueno da Silva. As obras entre a capital paulista e Jundiaí foram iniciadas em 25 de janeiro de 1940 e concluídas em 22 de abril de 1948. A rodovia foi construída com características de autoestrada, do tipo fechada, com apenas uma pista de rolamento de 7 metros de largura, pavimentada em concreto. A segunda pista só foi inaugurada em 9 de julho de 1953. Um canteiro central de três metros de largura separava as duas pistas.
Em 25 de janeiro de 1950, o governador Adhemar de Barros entregou ao tráfego de veículos uma pista única de rolamento, entre o trecho Jundiaí-Campinas. Em fevereiro de 1961, esse trecho passou a contar com pista dupla.
O avanço da Anhanguera, de Campinas até Igarapava, rumo ao extremo norte do Estado, foi feito em várias etapas. Inicialmente, foi adicionada uma pista, não pavimentada, em dezembro de 1953. Seis anos depois, a pista estava pavimentada até Ribeirão Preto. A pavimentação completa, até Igarapava, só foi finalizada em junho de 1961. A duplicação do trecho Campinas-Igarapava foi concluída totalmente muito mais tarde, em 4 de agosto de 1989, com a Via Anhanguera consagrada definitivamente como uma das mais importantes rodovias brasileiras.
A concessão do sistema Anhanguera-Bandeirantes foi outorgada em 1998. Desde quando a CCR AutoBAn assumiu a administração do Sistema, mais de R$ 4,5 bilhões foram investidos em infraestrutura, conservação, fiscalização e modernos sistemas de monitoramento.
Rodovia dos Bandeirantes (SP-348)
Considerada uma das mais modernas rodovias do País, a Bandeirantes exibe invejável performance desde sua inauguração, em 1978. Foi concebida para fazer a ligação entre São Paulo e Campinas, em um primeiro momento, desafogando o tráfego da saturada Via Anhanguera. Com a conclusão de um novo trecho de 78 quilômetros, a Rodovia dos Bandeirantes chega hoje ao município de Cordeirópolis, na região de Limeira.
Responsável por mais da metade do volume diário de tráfego do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a SP-348 é considerada referência em termos de engenharia rodoviária, por sua concepção de autoestrada, por seu traçado de retas e curvas bem projetadas, por suas obras de arte numerosas e portentosas e pelas extensas áreas em muitos tons de verde.
O primeiro trecho, de São Paulo a Campinas, foi entregue ao tráfego em 28 de outubro de 1978, depois de 26 meses de obras, prazo recorde até para os padrões atuais. Construído pela Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), o primeiro trecho, até então com 89 quilômetros de extensão, ligava a capital, com saída na Marginal do Rio Tietê, à cidade de Campinas.
O prolongamento até Cordeirópolis foi implementado pela CCR AutoBAn e entregue ao tráfego em duas etapas: em 3 de junho de 2001, de Campinas a Santa Bárbara d'Oeste; e em 15 de dezembro de 2001, de Santa Bárbara a Cordeirópolis. Sua extensão total é de 160 quilômetros. Junto com a Via Anhanguera, a Bandeirantes compõe um sistema rodoviário integrado, que representa um importante corredor para escoar a produção de uma das regiões economicamente mais ativas do Estado.
Projetada como via expressa bloqueada, com acessos controlados, destina-se ao tráfego de longa distância, com velocidade de projeto fixada em 120 km/h. Pode ser acessada na Marginal do Rio Tietê, em São Paulo; no km 49, em Jundiaí, na interseção com a Via Anhanguera; no trevo de acesso à Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (SP-300), também em Jundiaí; no km 88, na interseção com a Rodovia Santos Dumont (SP-075), que faz a ligação Campinas-Viracopos; no km 104, trevo de Hortolândia (interseção com a SP-101, que liga Campinas a Monte Mor); no trevo de Sumaré, no km 115 (interseção com a SMR-040, estrada municipal que liga Sumaré a Monte Mor); no km 134, trevo de Santa Bárbara d'Oeste (interseção com a SP-304, Rodovia Luiz de Queiroz), que faz a ligação entre Americana e Piracicaba; no km 156, trevo de Limeira, na interseção com a SP-147, rodovia que liga Limeira a Piracicaba; no km 168, trevo de Cordeirópolis, na interseção com a SP-310 (Rodovia Washington Luís), e no km 173, onde se encontra com a SP-330 (Via Anhanguera).
Com duas pistas de quatro faixas de tráfego cada uma, de São Paulo a Jundiaí, de três faixas até o trevo de Santa Bárbara d'Oeste e com duas faixas de tráfego após esse trevo, possui canteiro central com largura que varia de 11 metros a 30 metros. Ao longo da Bandeirantes, foram construídas 174 obras de arte, entre viadutos, pontes e passagens inferiores e superiores.
Atualmente, a CCR AutoBAn realiza a importante obra de revitalização do pavimento da Bandeirantes, necessária em função da fadiga de diversas camadas do pavimento nestes 32 anos de operação da rodovia. As obras das pistas entre São Paulo e Campinas - totalizando 600 quilômetros de faixas - preveem intervenções no pavimento com remoção das camadas estruturais, com espessuras variando de 5 centímetros a um metro de profundidade.
Na reconstrução do pavimento, a CCR AutoBAn também leva em conta sua preocupação socioambiental e, balizada na preservação do planeta, utiliza processos de reciclagem com reaproveitamento de materiais retirados da própria pista e revestimento asfáltico com borracha de pneus velhos. No asfalto borracha serão utilizados 450 mil pneus, o equivalente a 3,1 toneladas de pneus descartados.
Adalberto Panzan (SPI-102/330)
A rodovia, localizada em Campinas, tem 7,44 quilômetros e é um acesso entre o km 102 da Rodovia Anhanguera e o km 95 da Rodovia dos Bandeirantes, ou seja, é a interligação das rodovias Anhanguera e Bandeirantes na região de Campinas. Esse trecho pertencia à Rodovia dos Bandeirantes até a construção do prolongamento.
Por meio da Lei 10.608, de 19 de junho de 2000, o acesso recebeu a denominação de Adalberto Panzan, que foi um líder do segmento do transporte rodoviário de carga.
Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (SP-300)
A rodovia interliga as cidades de Jundiaí e Itu, passando por Itupeva e Cabreúva. Também é conhecida popularmente como Estrada Itu-Jundiaí. A CCR AutoBAn administra apenas 2,6 quilômetros dessa rodovia, na interligação entre a Via Anhanguera e a Rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí.